25 de maio de 2017

Quem te inspira? Quem você admira?

Tem gente que admira aquela atriz da TV, tão bonita... Ou aquele lutador de MMA, que venceu as adversidades de uma origem humilde... Há também aqueles que se miram no exemplo do empresário bem-sucedido... Enfim! Sempre existe alguém que nos inspira de alguma forma! Todos nós temos nossos ídolos, e eles podem ser das mais variadas maneiras!
Quanto a mim... Admiro e quero ser como uma menina que conheci já faz uns anos... Ela se parecia muito comigo, porém, era ainda mais magrinha, um pouco mais baixa e usava óculos.
É... Eu tenho saudade daquela pessoa que um dia fui, muito mais forte e corajosa do que acabei me tornando... Lembro-me bem do meu "eu  do passado", a andar destemida pelo perímetro quilometral do colégio, orgulhosa de minha própria esquisitice. Esquisitice não, a verdade é que eu era cheia de personalidade própria e não ligava nem um pouco para o que pensassem de mim! Se quisesse usar coturno, mesmo que ninguém mais no colégio o fizesse, usava e pronto! Minha autenticidade se sobrepunha a qualquer coisa.
Atrevida, sabia responder à altura meus desafetos, usando expressões que iam do requintado “sua apática” até o agressivo “isso é coisa de puta”. Dentre muitos outros... Uma amiga certa vez me chamou de “rainha dos xingamentos”. Não que eu considere isso um elogio (mentira, eu considero, sim!), mas me orgulho da capacidade que tinha de não levar desaforo para casa e rebater dignamente as ofensas, mesmo que o oponente fosse mais forte ou estivesse em maior número. Aquela menina magrinha, de tão forte, acabava sendo uma verdadeira sem noção! Tal qual um filhote míope de Lara Croft! E por favor, que fique bem claro que estou falando da Lara old school, que saía matando toda e qualquer coisa que se metesse em seu caminho... Não dessa frouxa dos novos games, que chora só de quebrar a unha...
É isso... Acho que, acima de tudo, eu era inconsequente da melhor maneira que alguém pode ser! Talvez eu fosse tão destemida porque acreditava firmemente no lema: “no final, tudo dá certo”. E dava. Sempre dava. Por mais adversas que fossem as circunstâncias, meu otimismo sempre me sagrava vencedora nas mais diferentes batalhas.
É por isso que sempre que escuto os toques de corneta, lembro-me de uma parte de mim que admiro muito, e em quem, confesso, busco inspiração até hoje. Se fosse possível me encontrar cara a cara com aquela menina, eu diria "Ei! Você é foda!".
É aí que você me pergunta: "Então você admira a si mesma?". Respondo que sim e não. A pessoa que eu admiro sou eu mesma, é verdade, mas trata-se de um "eu" que se perdeu com o tempo, e que tento, com muito esforço, resgatar a cada dia. Aquela menina tão autêntica, admirável, forte e reluzente, que era um verdadeiro ímã de invejas, por onde quer que passasse. Eu quero ser ela... Outra vez!
Sim, eu photoshopei um óculos na Miaka mesmo! Na época eu a odiava, mas hoje vejo o quanto ela era (ou é) parecida comigo!

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